Quarta, 18 Outubro 2017 18:05

Samuel Gomes: Com MP 795, governo Temer entregará nosso bilhete da sorte às petroleiras internacionais

por Samuel Gomes, no Facebook

Com a MP 795 o governo deixará de arrecadar 1 trilhão em isenções de impostos para entregar o pré-sal, a nossa Arábia Saudita, o nosso bilhete da sorte, à festa “competitiva” das petroleiras internacionais (públicas e privadas) nos leilões que se aproximam, além de quebrar a indústria nacional e arrebentar ainda mais a indústria nacional de máquinas e equipamentos.

Isso está sendo feito através de uma única medida provisória, a MP 795, empurrada goela abaixo de um Brasil ocupado demais com gente pelada em museus para prestar atenção na caravana que passa.

Não foi suficiente a resistência heróica da bancada nacionalista na Comissão, os senadores Lindbergh e Requião e os deputados Henrique Fontana e Décio Lima, que lutaram como leões anteontem e ontem na Comissão Mista da MP 795. Heróis da nossa resistência! Valeu!

O governo também abriu mais de arrecadar 400 bilhões das grandes empresas com o Refis.

Mas o que quebra o país é o salário mínimo, o bolsa família e a aposentadoria da classe trabalhadora. E, claro, os milionários gastos com o combate ao trabalho escravo.

Tudo isso é obra e maldição de um prisioneiro de seus próprios erros que uma orquestração do capeta que nos impôs como Presidente da República. Um morto-vivo amoral que é prisioneiro de sua folha corrida de maus-feitos. Um homem sem honra, sem amor, sem pátria.

Este inferno há de ter um sentido.

Se é verdade que tudo tem um propósito, que ele seja o de unir definitivamente os brasileiros que sobraram, os que ainda têm forca física e moral, consciência, esperança e coragem de seguir lutando por dias melhores para este nosso povo, para este nosso Brasil.

União em torno de um sonho, de uma certa ideia de Brasil, a sempiterna imagem da mãe acolhedora, da Nação próspera, pacífica e justa, esteio e guia do continente latino-americano, uma estrela que brilhe forte e ilumine a consciência e o caminho da humanidade.

Brasília, 19 de outubro de 2017

Samuel Gomes é advogado e professor de Filosofia do Direito

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