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Home Mochileiro Machu Picchu Até que enfim um teclado brasileiro.

Até que enfim um teclado brasileiro.

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Depois de uma morosidade sem fim, conseguimos dar continuidade aos relatos sobre a viagem para Machu Picchu. Muitas chuvas impediram que a frequência de relatos fosse diária e, nessa brincadeira, ficamos dias sem nos comunicar. E não foi somente a chuva que impediu a publicação de textos e fotos, o fator determinante foi a rotina que empregamos para chegar em Cusco no menor tempo possível.

Ao sair de Santa Cruz de La Sierra(Bol) utilizamos um ônibus até Cochabamba, cerca de seis horas de viagem num ritmo muito forte, e um motorista que corria sem medo pelos desfiladeiros dos Andes Bolivianos. O ônibus tinha quase um metro do chão, com rodas tipo off-road para passar em lugares e coisas que rotineiramente caíam pela pista. Entre essas coisas muitas pedras que rolavam de cima dos picos.

Chegamos em Cochabamba no final de uma manhã e sentimos pela primeira vez os incômodos da altitude. Muito frio e ao fundo da cidade o primeiro pico nevado que avistamos até aquele momento. Decidimos ficar poucas horas na cidade, tempo suficiente para comprar passagens para La Paz e fazer um lanche rápido antes de embarcar novamente.

De Cochabamba até La Paz novas paisagens de tirar o fôlego, montanhas que faziam o ônibus percorrer 40km em quase 2horas e muitos vídeos, nenhuma foto. Optamos por fazer muito mais vídeos do que documentar em fotos, por questões técnicas e de limitações das baterias dos equipamentos, o caminho e muito mais detalhes serão editados e divulgados num vídeo especial sobre a viagem.

Algumas fotos da cidade e a chegada em La Paz que foi um caso diferenciado.

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Uma cidade sem "verde", sem planejamento(como SP), construída em morros gigantescos e com uma grotesca arquitetura. Uma cidade feia em sua maior parte.

O frio de La Paz tirou nossa paz. Chegamos no começo da noite e ficamos do lado de fora da rodoviária por toda a noite, e que noite gelada. O frio e a altitude nos obrigaram a usar tudo que tínhamos para o frio, além de comprar umas blusas de ótima qualidade por cerca de 60bolivianos(uns 20reais).

Como todo turista curioso, mascamos muita folha de coca. Isso para muitos brasileiros é politicamente incorreto, mas estávamos num país onde o debate sobre a manutenção da liberdade de compra e venda de coca já tinha sido superado.

Em breve mais relatos e muitas fotos.

O programa Intervenção Externa terá um vídeo sobre a grande viagem que um portal regional e uma empresa de teatro promoveu. Acompanhe.

 

 

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